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XXIII

 

   E.

 

 

 JUNTO da tua morada, quando reverbera o Sol mas há solidão, tenho vindo muitas vezes. Outras hei de vir, com flores compradas pouco antes no florista.

 

     É que neste cofre avaro aqui esteve quanto amei - aqui ainda não perdida te vim depor numa tarde já antiga sempre perto. Como nas elegias, estou em que seria bonito rezar a Deus ou até blasfemá-lo, chorar duas lágrimas, etc.

 

     Pobre do teu irmão. Agora e todas as vezes sinto-me lúcido. Não: não é bom a gente se sentir lúcido: patético, descabelado, caindo nos braços do amigo - mesmo em imaginação - consola muito mais.

 

      Tu sabes porque. Ou talvez já não possas saber nada; chegam até aí em baixo os últimos telegramas de guerra e os suicídios de amor? Nem isso tem importância! Por ora parece que assim é, e eu acredito na ilusão de que te converso.

 

      "Tudo bem?"

 

      "Bem. E você?"

 

      O resto em silêncio, como antigamente.

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