RUA: ROSTOS

             Vou na tarde sentindo a multidão

Entranhem-se estes versos de ruídos

Logomarcas odores gestos óxidos:

                    A rua é um resumo do universo

 

 

Fecham os bancos. Garrafais manchetes

Deixar! Há frustas ambições nas almas

Angústias desacordos nervos, há

                    Desamores e infaustos desenganos

 

 

É o redil a cidade a megalópole

Dos homens. – O longínquo azul descora

Quem move o imenso carrossel, pra que?

 

 

(Venha a noite. Que a treva apague tudo

Só não apague a trágica beleza

Desses rostos de Homem contra a Dor)

 

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