VERBUM VERBORUM

" ... portanto, senhores! sou o verbo dos verbos, quedo sentado e cancelo o nada. Só eu tenho consistência.

Quando quero, até não sou, me eclipso para falar bonito.

Pequeno – einai, esse, être, sein, to be – mas que seria dos demais sem mim?"

Vai daí, o Existir não gostou um tico, porém como o Dizer, calou. o Ter nem entendeu. O Estar fez uma careta, de passo que o Pensar, o Sentir e o Fazer pegaram do chapéu e foram-se, seguindo o Agir. Os outros, matilha liderada pelo Parecer, puseram-se a vaiar;

– Fu! Fu! Fora, seu aristotélico-tomista!

 

Desde então também ele, o verbo Ser, sofre enormes periódicas crises existenciais.

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