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O JOVEM PAR, relaciona-se com o anterior livro de XAVIER PLACER, de 1979, ELOS/EROS.

Mas, enquanto ELOS/EROS trata o tema do amor ao nível psicológico, este coloca-o ao nível transcendental.

Naquele, a experiência da paixão é existencial, dramática; neste, sem negação da corporeidade, eleva-se à região onde tudo é ordem e lei. Reflete-se isto desde o rigor na ordenação do livro: CANÇÃO (o surto-criador); RAZÃO DE AMAR (o liber amoris); e ODE (o triunfo)

O objetivo de XP é que a expressão não interfira na ideia, nem a ideia na expressão,  –  para que o tema viva por si, viva em todas as suas divisões prismáticas, flagrantemente.

 

ORELHAS 

 

 

Assim, estrutura e estilo são o corpus de O JOVEM PAR. Que sustenta-se em cada linossigno e no texto o tom alto do discurso.

Os ritmos, treliças a estear as unidades poemáticas, organizam as imagens, as metáforas, as aliterações, em suma, palavra e conceito.

Aqui, o amar subentende a posse, mas vai além. A epígrafe bíblica já aponta para a intenção telúrica, universal.

As coisas, todas (a Natureza) comungam com os jovens amantes na imanência-transcendência das afinidades.

Nem há que buscar petrarquianos. Nem liricismos outros. É uma história do amor hoje; que no tempo e espaço se apresenta gestual, coreográfica, vivaz. Poesia.

HUGO TAVARES

 

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